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Treinamento de Vendas para Financeiras: Como Preparar Equipes para o Novo Cliente de Crédito

Satisfazer as necessidades do cliente não é diferencial, é obrigação. Hoje o cliente quer mais que isso.

Satisfazer as necessidades do cliente não é diferencial, é obrigação. Hoje o cliente quer mais que isso.

Os clientes do mercado atual querem muito mais do que ser bem tratados. Querem ser surpreendidos e sentir que fizeram um negócio vantajoso. Além dessa premissa, existem outras mudanças substanciais no comportamento dos consumidores. O cliente mudou. Isso é um fato inegável. A pergunta é: sua equipe comercial mudou junto com ele?

Durante muito tempo, o vendedor possuía uma vantagem importante dentro de qualquer negociação: informação. Era ele quem conhecia os produtos, as condições, as possibilidades disponíveis e muitas vezes até mesmo as alternativas existentes no mercado.

Hoje essa realidade é diferente.

Antes de conversar com um vendedor, um cliente pode pesquisar no Google, visitar diferentes sites, fazer simulações, comparar instituições, consultar avaliações, assistir a vídeos, perguntar para uma Inteligência Artificial e conversar com outras pessoas.

Ele pode chegar ao atendimento sabendo bastante, mas existe uma diferença importante: ter acesso à informação não significa saber tomar a melhor decisão. É justamente aí que surge uma enorme oportunidade para profissionais de vendas.

O novo vendedor não pode competir com a internet na quantidade de informações disponíveis. Precisa competir na capacidade de compreender, interpretar, orientar, construir confiança e ajudar o cliente a tomar uma decisão. Por isso, um treinamento de vendas para financeiras precisa preparar profissionais para um cliente diferente daquele que existia alguns anos atrás.

Não basta conhecer crédito. É preciso compreender o novo comprador de crédito.

Ricardo Veríssimo ministrando palestra de vendas com Inteligência Artificial para a 99 Abastece, empresa da plataforma 99, em Itu (SP).
Ricardo Veríssimo ministrando palestra de vendas com Inteligência Artificial para a 99 Abastece, empresa da plataforma 99, em Itu (SP).

O novo cliente chega mais informado à negociação

Existe uma mudança importante acontecendo em praticamente todos os mercados. O cliente pesquisa antes de comprar.

No mercado financeiro isso pode significar chegar à conversa já sabendo taxas anunciadas, prazos, modalidades, condições e até mesmo aquilo que outras instituições estão oferecendo. Isso muda o papel do vendedor.

Se o profissional simplesmente repetir aquilo que o cliente já encontrou na internet, seu valor na negociação diminui. O cliente não precisa de alguém apenas para ler informações que estão disponíveis em uma tela. Precisa de alguém capaz de ajudá-lo a interpretar essas informações.

Qual opção faz mais sentido para sua necessidade?

Quais diferenças existem entre as alternativas?

Que perguntas ele deveria fazer antes de decidir?

Quais condições precisam ser observadas?

O que muda quando o prazo muda?

Qual impacto determinada escolha pode produzir?

O vendedor deixa de ser apenas uma fonte de informação e passa a precisar atuar como um profissional capaz de transformar informação em entendimento.

Informação disponível aumenta a comparação

Quanto mais informações o cliente possui, maior também pode ser sua capacidade de comparar. Ele pode conversar com várias instituições praticamente ao mesmo tempo. Pode receber uma proposta pelo WhatsApp enquanto consulta outra no computador, pode tirar um print, encaminhar, pesquisar, questionar e comparar.

Isso significa que tentar impedir a comparação é praticamente impossível.

A equipe comercial precisa aprender a vender dentro de um ambiente em que a comparação faz parte da jornada de compra.

O desafio deixa de ser:

“Como impedir que o cliente compare?”

E passa a ser:

“Como fazer com que ele tenha critérios melhores para comparar?”

Essa mudança é fundamental.

Se o único critério que o vendedor ajuda o cliente a perceber for taxa, a negociação provavelmente caminhará para uma disputa de taxa, mas, quando existe diagnóstico, clareza, segurança, adequação, atendimento e confiança, a conversa pode ganhar outras dimensões.

O novo cliente também está mais desconfiado

Existe outro elemento que precisa ser considerado.

Fraudes, golpes digitais, mensagens falsas, links suspeitos e abordagens comerciais indesejadas fizeram muitos consumidores desenvolverem mecanismos naturais de defesa.

Uma mensagem inesperada oferecendo crédito pode não gerar interesse e ainda gerar desconfiança. Uma ligação de um número desconhecido pode não parecer uma oportunidade. Pode parecer risco. Isso significa que equipes comerciais precisam compreender que confiança começa antes da argumentação de vendas.

Quem é você?

De onde está falando?

Como o cliente pode confirmar que aquela abordagem é legítima?

A comunicação parece profissional?

Existe coerência entre aquilo que foi prometido e aquilo que acontece depois?

O vendedor precisa compreender que, em alguns casos, sua primeira missão não será vender. Será diminuir a percepção de risco da interação.

Somente depois disso existe espaço para construir uma relação comercial.

Velocidade importa, mas velocidade sem qualidade não resolve

O cliente digital se acostumou com respostas rápidas.

Solicita uma informação e espera retorno, faz uma simulação e deseja saber o próximo passo e envia uma mensagem e acompanha se ela foi visualizada.

Isso cria um desafio para equipes comerciais.

Demorar demais pode significar perder uma oportunidade, mas responder rapidamente e responder mal também não resolve. Velocidade precisa encontrar qualidade.

Uma resposta rápida, genérica e automatizada pode gerar menos valor do que uma resposta alguns minutos depois que demonstre compreensão daquilo que o cliente realmente perguntou. Por isso, produtividade comercial não pode significar apenas atender mais pessoas.

Precisa significar atender mais pessoas sem transformar todas elas na mesma pessoa.

O cliente não quer repetir sua história cinco vezes

Um dos grandes problemas de experiências comerciais fragmentadas acontece quando a empresa possui informações, mas parece não as utilizar. O cliente preenche um formulário, e depois explica tudo no WhatsApp outra vez, logo em seguida recebe uma ligação e explica novamente, e por fim, é transferido e conta a história outra vez. Cada repetição aumenta a sensação de que ninguém está realmente acompanhando sua necessidade.

Para o cliente, não existem departamentos. Existe uma empresa. Por isso, preparar uma equipe comercial para o novo cliente de crédito também exige discutir processo.

CRM, registro de informações, histórico de atendimento, próximos passos, responsabilidades, follow-up e tecnologia.

Uma boa experiência comercial não depende apenas da habilidade individual do vendedor, mas também da capacidade da empresa de preservar o contexto da relação.

Personalização não significa escrever o nome do cliente na mensagem

“Olá, Ricardo.”

Isso é personalização?

Tecnicamente, existe uma informação personalizada, contudo comercialmente, muito pouco foi personalizado.

Personalizar significa utilizar aquilo que sabemos para tornar a comunicação mais relevante.

Se o cliente informou a finalidade do crédito, essa informação deveria aparecer na conversa.

Se demonstrou preocupação com prazo, o vendedor precisa considerar isso.

Se afirmou que está comparando propostas, ignorar essa informação e continuar seguindo um roteiro rígido não faz sentido.

Se pediu para ser procurado em determinado momento, esse contexto precisa ser respeitado.

Personalização é demonstrar que a conversa atual possui relação com a conversa anterior.

O cliente precisa perceber que está falando com alguém que ouviu.

O vendedor precisa aprender a fazer perguntas melhores

Quanto mais informado chega o cliente, maior pode ser a tentação do vendedor de partir diretamente para a apresentação, mas o fato de o cliente conhecer o produto não significa que o vendedor conheça o cliente.

São coisas diferentes.

O cliente pode saber qual linha deseja. Pode saber aproximadamente quanto precisa e pode ter pesquisado condições. Ainda assim, existem perguntas fundamentais.

Por que ele busca o crédito?

O que pretende resolver?

Existe prazo?

O que já pesquisou?

Qual é sua maior preocupação?

Quais critérios está utilizando para comparar?

O que seria uma boa solução para ele?

Uma venda consultiva começa quando o vendedor deixa de presumir e começa a investigar.

Porque quem apresenta antes de compreender corre o risco de oferecer uma ótima solução para o problema errado.

O novo cliente não quer necessariamente mais informação. Quer mais clareza.

Existe uma diferença entre informar e esclarecer. Uma apresentação pode possuir dezenas de informações e ainda deixar o cliente confuso. São taxas, prazos, parcelas, condições, regras, letras miúdas, documentação, produtos, possibilidades, etc. Tanta informação faz o cliente pensar: será que tem algo que não estou vendo?

Quanto maior o número de variáveis, maior pode ser a dificuldade de decidir. Por isso, o profissional de vendas precisa aprender a organizar a conversa.

O que realmente importa para aquele cliente?

Quais são as alternativas mais adequadas ao cenário apresentado?

Quais diferenças precisam ser explicadas?

O que ele precisa compreender antes de avançar?

O vendedor que simplesmente acrescenta informação pode aumentar a complexidade. O vendedor que organiza informação pode aumentar a clareza. E clientes tendem a se sentir mais seguros quando compreendem aquilo que estão decidindo.

O WhatsApp mudou a dinâmica das vendas financeiras

Em muitas operações comerciais, o WhatsApp deixou de ser apenas um canal complementar. Passou a fazer parte do processo de vendas.

Isso trouxe velocidade e proximidade, mas também criou novos problemas.

Textos enormes, mensagens genéricas, áudios intermináveis, excesso de contatos, cobranças disfarçadas de follow-up, falta de contexto e comunicação informal demais.

O fato de uma ferramenta ser fácil de utilizar não significa que esteja sendo bem utilizada.

Uma equipe comercial precisa compreender como adaptar sua comunicação ao canal.

Quando escrever?

Quando enviar áudio?

Quando ligar?

Quando fazer uma pergunta?

Quando esperar?

Quando retomar?

O canal mudou. As competências de comunicação precisam mudar junto.

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Follow-up precisa acompanhar a jornada, não perseguir o cliente

O novo cliente possui mais opções, mais canais e mais estímulos disputando sua atenção.

Por isso, nem todo silêncio significa falta de interesse, mas isso também não significa que o vendedor deva enviar mensagens diariamente perguntando

“E aí?”

“Conseguiu ver?”

“Vamos fechar?”

“Alguma posição?”

Isso não é cadência comercial. É repetição.

Uma boa cadência possui lógica. Cada contato precisa ter uma razão.

Uma informação nova, uma pergunta, uma alternativa, uma resposta, uma oportunidade ou um próximo passo.

O objetivo do follow-up não deveria ser lembrar constantemente ao cliente que existe um vendedor esperando uma resposta. Deveria ser ajudar a negociação a avançar.

O novo cliente exige vendedores que saibam vender em diferentes canais

Existem clientes que preferem conversar por telefone, outros respondem melhor pelo WhatsApp, alguns querem receber informações por e-mail e outros podem iniciar todo o processo digitalmente e procurar uma pessoa somente quando aparece uma dúvida.

A equipe comercial precisa desenvolver capacidade de atuar nesse ambiente híbrido. Isso significa entender que o processo de vendas pode começar em um canal e terminar em outro. O vendedor precisa manter coerência durante essa transição.

Uma conversa iniciada digitalmente não pode perder todo o histórico quando passa para o atendimento humano. Da mesma maneira, tecnologia não deveria afastar o cliente quando ele precisa de ajuda.

O futuro das vendas financeiras não precisa ser uma disputa entre atendimento humano e digital. Pode ser uma combinação inteligente dos dois.

Inteligência Artificial muda o cliente e também pode mudar o vendedor

Existe uma transformação especialmente interessante acontecendo. A Inteligência Artificial não está apenas chegando às empresas. Está chegando aos clientes.

Um consumidor pode utilizar uma IA para pesquisar determinado produto financeiro, compreender termos, montar perguntas e comparar informações antes de conversar com uma empresa.

Isso significa que o vendedor poderá encontrar clientes cada vez mais preparados, mas a mesma tecnologia pode ser utilizada do outro lado da mesa. Antes de uma conversa, uma IA pode ajudar o vendedor a organizar informações, estruturar perguntas e preparar diferentes cenários. Pode auxiliar na criação de mensagens, apoiar follow-ups, simular objeções, servir como ferramenta de treinamento e ajudar a analisar uma conversa comercial e identificar oportunidades de melhoria.

O vendedor que aprende a utilizar IA não precisa se tornar menos humano. Ele pode utilizar a tecnologia justamente para chegar mais preparado ao momento em que precisa ser humano.

Automação precisa aumentar produtividade sem destruir relacionamento

Existe uma tentação natural de automatizar tudo aquilo que pode ser automatizado. Em determinados processos, isso faz sentido. O problema começa quando a empresa automatiza também aquilo que gera percepção de cuidado.

Uma mensagem automática pode funcionar muito bem para confirmar uma solicitação e talvez não funcione tão bem para responder a uma preocupação específica.

Um sistema pode organizar oportunidades, mas não necessariamente compreender sozinho todas as nuances de uma negociação.

A pergunta não deveria ser:

“O que conseguimos automatizar?”

Deveria ser:

“O que vale a pena automatizar e onde a presença humana gera mais valor?”

Tecnologia precisa liberar o vendedor para fazer melhor aquilo que exige análise, relacionamento, criatividade, negociação e confiança.

Treinamento de vendas para financeiras precisa trabalhar comportamento

Conhecer produtos, processos e pessoas é primordial, mas conhecer regras é indispensável. Contudo, vender exige comportamento.

Saber ouvir, perguntar, explicar, negociar, adaptar a comunicação verbal e não verbal, trabalhar objeções, fazer follow-up, construir confiança, utilizar tecnologia e organizar oportunidades.

Um treinamento de vendas para financeiras precisa aproximar esses conhecimentos da rotina real da equipe. Situações verdadeiras podem virar exercícios, objeções podem ser simuladas, abordagens podem ser analisadas, mensagens podem ser reconstruídas, conversas podem ser discutidas e Role Plays podem reproduzir diferentes perfis de clientes.

O vendedor precisa sair do treinamento não apenas sabendo mais. Precisa sair conseguindo fazer melhor.

O papel do gestor também muda

Não adianta exigir uma equipe consultiva e acompanhar apenas o número final. Gestores precisam observar o processo.

Quantas oportunidades entram?

Quantas recebem atendimento?

Quanto tempo demora o primeiro contato?

Quantas avançam?

Onde param?

Por que são perdidas?

Como são feitos os follow-ups?

Quais objeções aparecem?

Que vendedores possuem melhor conversão?

O que esses profissionais fazem de diferente?

Dados comerciais podem revelar comportamentos e comportamentos podem ser treinados.

Uma gestão comercial mais madura deixa de perguntar apenas:

“Quanto vendeu?”

E começa também a perguntar:

“Como estamos vendendo?”

Como preparar equipes para o novo cliente de crédito?

A resposta não está em abandonar tudo aquilo que funcionava anteriormente. Está em compreender aquilo que mudou.

O novo cliente continua querendo ser respeitado, querendo segurança, boas condições e resolver problemas. O que mudou foi o ambiente em que essa decisão acontece.

Existe mais informação, comparação, canais, velocidade, tecnologia, alternativas e, em muitos casos, mais desconfiança. Por isso, a equipe precisa combinar competências comerciais tradicionais com novas capacidades.

Conhecimento técnico com comunicação, processo com personalização, velocidade com qualidade, tecnologia com humanidade, dados com sensibilidade e IA com inteligência comercial.

Treinamento de Vendas para Financeiras

Empresas que atuam com crédito precisam desenvolver equipes preparadas não apenas para conhecer seus produtos, mas para compreender o comportamento de quem compra.

Um treinamento de vendas para financeiras pode trabalhar prospecção, abordagem, vendas consultivas, comportamento do consumidor, identificação de necessidades, perguntas estratégicas, construção de confiança, percepção de valor, negociação, objeções, fechamento, cadência, follow-up, atendimento por WhatsApp, utilização de CRM e aplicação prática da Inteligência Artificial em vendas.

O conteúdo precisa considerar a realidade da empresa, seus produtos, seus processos, seus clientes e seus principais desafios comerciais.

Porque o cliente continuará mudando, a tecnologia continuará mudando, os canais continuarão mudando, as ferramentas continuarão mudando, mas existe uma competência que continuará diferenciando bons profissionais: a capacidade de compreender pessoas e ajudá-las a tomar decisões.

O novo cliente de crédito não tornou o vendedor menos importante. Tornou o vendedor despreparado menos necessário.

Palestras e treinamentos de vendas para financeiras

Ricardo Veríssimo realiza palestras e treinamentos de vendas para financeiras, bancos, cooperativas de crédito e empresas que comercializam produtos e serviços financeiros.

Os conteúdos podem ser personalizados de acordo com o mercado, os produtos, os objetivos comerciais e os desafios enfrentados pela equipe, trabalhando temas como vendas consultivas, comportamento do cliente, construção de confiança, percepção de valor, negociação, objeções, fechamento, prospecção, follow-up e Inteligência Artificial aplicada às vendas.

Ricardo Veríssimo é palestrante de vendas, administrador, bacharel em Direito, especialista em Psicologia e autor de 10 livros. Atua há mais de duas décadas no ambiente empresarial e há mais de 15 anos como palestrante, desenvolvendo equipes comerciais de empresas de diferentes segmentos em todo o Brasil. Saiba mais em: ricardoverissimo.com.br

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