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Convenções, congressos e vendas

3 Formas de Contornar Objeções na Venda de Convenções e Congressos e Aumentar a Taxa de Conversão

Como aumentar suas vendas usando de forma estratégica as objeções do cliente.

Como aumentar suas vendas usando de forma estratégica as objeções do cliente

Vender uma convenção, um congresso ou um projeto de evento corporativo não é o mesmo que vender um produto simples.

Quem está do outro lado da mesa não está comprando apenas um palco, uma programação, uma cota de patrocínio, um estande ou um pacote de inscrições.

Está comprando visibilidade, posicionamento, relacionamento, geração de negócio, experiência de marca e retorno sobre investimento. E é exatamente por isso que as objeções aparecem com tanta frequência nesse mercado.

“Está caro.”

“Preciso ver o orçamento do evento.”

“Não sei se esse público é o que a gente precisa.”

“Vamos avaliar mais para frente.”

“Esse ano a empresa está mais cautelosa.”

“Gostei do projeto, mas preciso justificar melhor internamente.”

Essas frases fazem parte da rotina de quem vende convenções e congressos. O problema é que muita gente trata a objeção como uma barreira a ser vencida no improviso, quando na verdade ela costuma ser apenas um sinal de que o cliente ainda não enxergou valor suficiente, segurança suficiente ou clareza suficiente para avançar.

No mercado de eventos, objeção raramente nasce só de preço. Ela nasce de percepção de risco, dúvida sobre retorno, dificuldade de justificar o investimento e, muitas vezes, de uma proposta que foi apresentada antes de o cliente realmente enxergar o impacto daquela participação.

É por isso que, para aumentar a taxa de conversão na venda de convenções, congressos e patrocínios, não basta ter um bom mídia kit ou uma boa tabela comercial. É preciso saber conduzir a conversa comercial com mais profundidade.

Na prática, existem três formas muito eficientes de contornar objeções nesse mercado.

1. Descubra o objetivo comercial do cliente antes de vender a cota, o estande ou o patrocínio

Ricardo Veríssimo em convenção sobre vendas e negociação
Na venda de convenções e congressos, clareza sobre valor e retorno reduz objeções e fortalece a decisão.

Um dos erros mais comuns na venda de eventos é apresentar a proposta cedo demais. O vendedor fala do número de participantes, do perfil do público, das cotas disponíveis, das ativações, do espaço, da programação, da visibilidade da marca e dos benefícios de patrocínio antes de entender a pergunta mais importante de todas: o que essa empresa quer conquistar com a participação nesse evento?

Sem essa resposta, a proposta vira um cardápio. E cardápio gera comparação por preço.

Uma empresa pode patrocinar um congresso para fortalecer marca, por outro lado, outra pode querer gerar leads e uma terceira está buscando relacionamento com clientes estratégicos e uma quarta empresa pode usar o evento para posicionamento institucional, lançamento de produto, aproximação com canais de distribuição ou abertura de mercado.

Se o vendedor não entende isso com clareza, ele vende espaço. E quem vende caraterísticas escuta objeção demais, mas quem vende soluções ouve perguntas estratégicas.

Por isso, a primeira forma de contornar objeções é descobrir o objetivo comercial do cliente antes de apresentar a proposta.

Em vez de começar falando da cota ouro, prata ou master, vale aprofundar perguntas como:

O que faria esse evento valer o investimento para a sua empresa?

Hoje, o foco maior é marca, relacionamento, geração de negócios ou posicionamento?

Que tipo de público ou conexão seria mais estratégica para vocês neste momento?

Como vocês costumam avaliar se a participação em um evento deu resultado?

O que já funcionou bem — ou mal — em eventos anteriores?

Essas perguntas mudam o jogo. Elas fazem a proposta deixar de ser uma lista de entregas e passar a ser uma resposta a um objetivo concreto.

Se a empresa quer relacionamento com decisores, a conversa muda. Se quer visibilidade de marca, muda de novo. Se quer gerar negócios no curto prazo, muda mais uma vez. E quando a proposta conversa com um objetivo real, a objeção perde força, porque o investimento passa a fazer sentido dentro de uma estratégia.

Em convenções e congressos, quem entende o objetivo primeiro, precisa justificar menos o preço depois.

2. Pare de defender o evento e comece a investigar a objeção real

Quem vende eventos corporativos já ouviu de tudo: “o valor está alto”, “o momento da empresa não ajuda”, “não sei se vamos conseguir ativar bem”, “talvez no próximo semestre”, “vamos avaliar internamente”. O erro é tratar essas frases como se fossem literais.

Nem sempre são.

“Está caro” pode significar “não consegui enxergar retorno suficiente”.

“Vamos avaliar internamente” pode significar “ainda não tenho argumento forte para defender isso aqui dentro”.

“Talvez no próximo semestre” pode significar “a prioridade agora está em outra frente”.

“Não sei se o público é o ideal” pode significar “você ainda não me convenceu de que estarei diante das pessoas certas”.

Quando o vendedor rebate a objeção rápido demais, ele responde à superfície e ignora a raiz. E, nesse mercado, isso costuma matar a venda.

Por isso, a segunda forma de contornar objeções é investigar o que a objeção realmente quer dizer, em vez de tentar vencê-la na argumentação.

Na prática, isso significa devolver com inteligência, não com defesa. Algumas perguntas ajudam muito:

Quando você diz que o investimento está alto, o que está pesando mais nessa análise: orçamento, retorno esperado ou prioridade do momento?

O que vocês precisariam enxergar com mais clareza para essa participação fazer sentido?

Quando fala em avaliar internamente, quais pontos normalmente precisam estar muito bem justificados?

O que faria essa proposta ficar mais alinhada ao objetivo da empresa?

Essas perguntas são poderosas porque tiram a objeção do campo genérico e levam a conversa para o concreto. E objeção concreta pode ser trabalhada. Objeção genérica vira adiamento.

Imagine uma empresa que diz que a cota está cara. O problema pode ser o orçamento, claro. Mas também pode ser o medo de patrocinar um evento e não conseguir transformar isso em resultado prático. Nesse caso, não adianta defender o preço. O caminho é mostrar como a presença pode ser ativada, como gerar relacionamento, como capturar oportunidades e como medir retorno.

Na venda de congressos e convenções, a objeção muitas vezes não está no evento em si. Está na dificuldade de o cliente visualizar valor de forma concreta.

3. Reduza o risco percebido e ajude o cliente a justificar a decisão

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Poucas vendas dependem tanto de justificativa interna quanto a venda de patrocínio, cotas e participação em eventos corporativos. Em muitos casos, quem está negociando com você não decide sozinho. Ele precisa defender o investimento para diretoria, marketing, comercial, financeiro ou presidência. E se não tiver argumentos sólidos, a tendência é adiar.

É aqui que muita venda trava.

O cliente até gosta do projeto, vê potencial, reconhece o valor da marca no evento, mas sente risco. Risco de investir e não ter retorno. Risco de não conseguir ativar bem. Risco de não levar o público certo. Risco de ser cobrado depois por um investimento mal explicado.

Por isso, a terceira forma de contornar objeções é reduzir o risco percebido da decisão e ajudar o cliente a justificar internamente a participação.

Como fazer isso?

Primeiro, mostrando contexto e previsibilidade. Não basta dizer que o evento será grande. É preciso mostrar com clareza quem estará lá, qual o perfil do público, quais empresas participam, quais conexões são possíveis, quais ativações funcionam melhor e como a marca pode aproveitar aquele ambiente de forma estratégica.

Segundo, organizando o valor de maneira defensável. O cliente precisa sair da conversa com argumentos concretos: visibilidade estimada, perfil do público, oportunidades de networking, posicionamento institucional, diferenciais da cota, entregas tangíveis e possibilidades de retorno.

Terceiro, reduzindo o salto no escuro. Isso pode ser feito com cases, histórico de edições anteriores, exemplos de patrocinadores, depoimentos, aprendizados práticos e sugestões de ativação. Quanto mais o cliente enxerga como extrair valor da participação, menor a objeção.

Em eventos, vender bem não é só convencer alguém a comprar uma cota. É ajudar essa empresa a visualizar o antes, o durante e o depois da participação.

Quando isso acontece, a objeção muda de peso. O cliente deixa de pensar “será que vale?” e começa a pensar “como fazer isso valer o máximo possível?”.

Em convenções e congressos, a objeção quase sempre é um pedido de clareza sobre valor e retorno

A grande armadilha desse mercado é achar que a venda se ganha na empolgação do evento. Não se ganha. Ela se ganha na clareza estratégica.

Quem mais converte em convenções e congressos não é necessariamente quem apresenta melhor o palco, a estrutura ou a programação. É quem consegue fazer três coisas com consistência:

1. Entender o objetivo comercial da empresa antes de apresentar a proposta;

2. Investigar a objeção real em vez de responder apenas à frase superficial;

3. Reduzir o risco percebido e ajudar o cliente a justificar o investimento internamente.

É isso que transforma uma cota em oportunidade, um patrocínio em estratégia e um evento em negócio.

Porque, no fim, ninguém compra participação em congresso apenas para “estar presente”. A empresa compra porque espera algum tipo de retorno — de marca, de relacionamento, de posicionamento ou de negócio.

E quando o vendedor consegue conduzir a conversa nessa direção, a objeção deixa de ser um freio. Ela vira uma etapa natural de uma decisão importante.

É assim que a taxa de conversão cresce nesse mercado. Não na pressão. Na clareza do valor.

Sua equipe está treinada com uma técnica de fechamento estratégica que aumente as taxas de conversão?

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Ricardo Veríssimo é palestrante de vendas, empreendedorismo e liderança, realiza palestras e treinamentos para cooperativas, bancos, financeiras, construtoras, incorporadoras e empresas em todo o Brasil. Saiba mais em: ricardoverissimo.com.br

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